A ciência do início do século XXI ainda não compreende
completamente os mecanismos que regulam o clima na Terra.


A Geoengenharia, nos moldes em que é praticada atualmente, é uma resposta primária, ainda que bastante sofisticada tecnologicamente, às mudanças climáticas evidentes nos últimos anos. E a existência da Convenção sobre a proibição de usos hostis ou militares de técnicas de modificação ambiental, da ONU, datada de 1977, deixa claro que tecnologias para manipulação do clima existem há décadas, pelo menos desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Sistemas climáticos estão mudando rapidamente e escapando às previsões tradicionalmente aceitas. E a ciência humana ainda não compreendeu totalmente o que tem acontecido. De um lado, temos os ciclos do planeta, do Sistema Solar, da galáxia e do Universo. De outro, temos as atividades humanas — queima de combustíveis fósseis, descarte indiscriminado de lixo, crimes ambientais, etc. Mas ainda não existe um conjunto de explicações claras sobre como as interações entre os ciclos naturais e a atividade humana influenciam o clima da Terra.

Ao longo das últimas décadas, milhões de toneladas de particulados, principalmente compostos de alumínio, foram lançados em nossa atmosfera, numa tentativa de aumentar o albedo do planeta e assim diminuir a quantidade de energia recebida do Sol, procurando reduzir a temperatura global. Isso era tratado como assunto tabu até recentemente, mas agora parece estar sendo considerado em círculos considerados “sérios”.

O problema é que os mecanismos e interações que constituem os sistemas auto-regulatórios de um planeta vivo são muito mais complexos do que a ciência humana é capaz de compreender, pelo menos por enquanto.

E por isso, o chamado “Sistema de Gerenciamento de Radiação Solar” funcionou para o clima do planeta mais ou menos como tantos medicamentos da indústria farmacêutica têm funcionado: ao supostamente curar um sintoma, causam 10 outros efeitos colaterais.

Um exemplo recente é a pulverização maciça sobre o Oceano Pacífico, numa tentativa de atenuar o fenômeno conhecido como “El Niño”.

http://www.spice.ac.uk/

http://en.wikipedia.org/wiki/Stratospheric_Particle_Injection_for_Climate_Engineering

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2012JD017607/full

Alterações na ionosfera também fazem parte deste plano maior.

http://en.wikipedia.org/wiki/High_Frequency_Active_Auroral_Research_Program

http://en.wikipedia.org/wiki/Sea-based_X-band_Radar

http://www.haarp.net/

Fora todo o escopo maior de devastação ambiental causado pelo ser humano no planeta: poluição desenfreada, manchas de lixo nos oceanos, vazamentos químicos.